Doutrina
Sacramentais são sinais sagrados criados pela Igreja, como a água benta e as bênçãos, que levam a oração da Igreja para as várias situações da vida.
Todo sacramental tem uma oração, muitas vezes junto com um sinal: o sinal da cruz, a mão estendida sobre alguém, a água benta espalhada sobre as pessoas, que lembra o Batismo.
Em primeiro lugar entre os sacramentais estão as bênçãos: de pessoas, da mesa, de objetos e de lugares. Toda bênção louva a Deus e pede os seus dons.
Os efeitos de um sacramental vêm da oração da Igreja, não do objeto. Esperar efeito só da água, de uma medalha ou das palavras, sem a disposição interior de quem os usa, é o que a Igreja chama de superstição. Por isso o ramo bento no Domingo de Ramos se guarda como sinal de fé, não como amuleto.
Quando você encontra
Na Missa de domingo, sobretudo no tempo da Páscoa: às vezes a água é abençoada e espalhada sobre o povo, no lugar do ato penitencial (o pedido de perdão do começo da Missa). Nas bênçãos de pessoas, de objetos e de lugares, e na bênção da mesa, em casa. No Domingo de Ramos, quando os ramos são abençoados, e na Vigília Pascal, na noite antes do domingo de Páscoa, quando a água é abençoada e, num costume que a Igreja elogia, os fiéis a levam para casa.
Qual a diferença entre sacramento e sacramental?
Sacramental não é sacramento. Ele não dá a graça do mesmo modo que os sacramentos: pela oração da Igreja, prepara a pessoa para recebê-la e a dispõe a cooperar com ela. Os sacramentais foram instituídos pela própria Igreja e, segundo as decisões pastorais dos bispos, podem também responder à cultura e à história de cada região ou época.
Quem pode dar uma bênção?
Depende da bênção. Todo batizado é chamado a abençoar, e há bênçãos que os leigos fazem, como a da mesa em casa. Quanto mais uma bênção diz respeito à vida da Igreja, mais ela fica com o bispo, o padre ou o diácono. Se você quer a bênção de um objeto ou de uma casa, converse com o padre ou a secretaria da paróquia.
Posso levar água benta para casa?
A Igreja chama de louvável o costume de levar para casa a água abençoada na Vigília Pascal, a celebração da noite antes do domingo de Páscoa, para que alguém da família abençoe a mesa no dia de Páscoa. Para outros momentos do ano, onde pegar e como usar, converse com o padre ou a secretaria da sua paróquia.
De onde vem esta explicação
- Catecismo da Igreja Católica, §§1667-1671 e 1677-1678 (o que são; a oração com um sinal; a água benta recorda o Batismo; quem abençoa; diferença do sacramento; as bênçãos em primeiro lugar); §2111 (superstição)
- Concílio Vaticano II — Sacrosanctum Concilium, nº 60
- Código de Direito Canônico (1983), edição portuguesa, cân. 1166-1169
- Diretório sobre Piedade Popular e Liturgia (Congregação para o Culto Divino), nº 15 (levar medalhas e outros gestos; sem o coração, o risco de superstição), nº 139 (os ramos bentos guardados como sinal de fé, não como amuleto) e nº 150 (a água da Vigília Pascal levada para casa e a bênção da mesa)
- Instrução Geral do Missal Romano, nº 51 (bênção da água e aspersão no domingo, no lugar do ato penitencial)
- Normas Universais sobre o Ano Litúrgico e o Calendário (1969), nº 21 (a Vigília Pascal é celebrada de noite, antes do amanhecer do domingo)
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