Devoção
Escapulário é um sinal de devoção a Nossa Senhora do Carmo que o fiel veste: uma forma reduzida do hábito, a roupa dos religiosos carmelitas.
Hábito é a roupa própria dos religiosos. O escapulário vem do hábito dos carmelitas, a Ordem de Nossa Senhora do Carmo, e a tradição da própria Ordem situa a sua origem por volta de 1251. A devoção se espalhou pelo mundo, muito além dos carmelitas.
Para a Igreja, ele é um sinal exterior de que a pessoa se entrega a Maria como um filho, com confiança, e pede a sua ajuda de mãe. Lembra que a vida espiritual vem em primeiro lugar e que é preciso rezar.
Ele não é amuleto: a Igreja ensina que as medalhas e os outros objetos de devoção não são talismã.
Quando você encontra
No dia de Nossa Senhora do Carmo, 16 de julho, data celebrada pela Igreja no mundo inteiro. E quando alguém recebe o escapulário, num rito próprio da Igreja, depois de uma preparação: confirme na sua paróquia quando isso acontece.
O escapulário garante a salvação?
Não. Para a Igreja, nenhum objeto garante a salvação, e esperar isso só do objeto, sem a disposição interior de quem o usa, é superstição. Numa mensagem à Ordem do Carmo, em 2001, João Paulo II disse que o escapulário lembra duas coisas: a proteção de Nossa Senhora, ao longo da vida e na hora da passagem para a vida eterna; e que a devoção a ela não pode ficar em algumas orações, mas precisa virar um modo de viver, com oração, os sacramentos e as obras de misericórdia.
Como se recebe o escapulário?
Num rito próprio da Igreja, a imposição do escapulário. A Igreja pede que ela não seja improvisada, mas o momento final de uma preparação cuidadosa, em que a pessoa entende o sentido da devoção e o compromisso de vida que assume. Se você quer receber o escapulário, converse com o padre ou a secretaria da sua paróquia.
De onde vem esta explicação
- Diretório sobre Piedade Popular e Liturgia (Congregação para o Culto Divino), nº 205 (o escapulário do Carmo e outros escapulários; sinal de confiança filial; rito próprio; preparação cuidadosa); nº 206 (medalhas e outros objetos de devoção não são talismã)
- João Paulo II — Mensagem à Ordem do Carmelo por ocasião da dedicação do ano 2001 à Virgem Maria (25/3/2001), nº 1, 4 e 5 (tradição da entrega, 750 anos em 2001; memória de 16 de julho no calendário universal; o escapulário como hábito e as duas verdades que ele recorda)
- Catecismo da Igreja Católica, §2111 (superstição)
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